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Serpentes Características Gerais As serpentes apresentam corpo alongado, sem membros, revestido por escamas. A camada superficial deste revestimento é trocada durante as mudas, que ocorrem a intervalos variáveis.Apresentam coluna vertebral e os órgãos internos -como fígado, estômago e rins muito alongados. O crânio é mais delicado e apresenta ossos mais móveis que na maioria dos répteis. Os dentes são afilados e curvados para trás. A dentição é importante no reconhecimento das espécies causadoras de acidentes ofídicos. De acordo com o tipo de dentes, as serpentes podem ser agrupadas em quatro categorias: Áglifas. Não apresentam dentes especializados para inoculação de veneno. Opistóglifas. Na maxila superior, há um dente posterior com sulco, por onde escorre o veneno. Proteróglifas. O dente sulcado está em posição anterior. Solenóglifas. O dente anterior é oco, formando um tubo por onde escorre o veneno. O osso maxilar é muito móvel, permitindo ao dente anterior deslocar-se para frente quando a serpente abre a boca. As serpentes apresentam grande variedade de cores. Os padrões de colorido estão relacionados ao ambiente em que a serpente vive, podendo apresentar função de proteção (camuflagem, advertência) ou de controle de temperatura, uma vez que cores escuras permitem maior absorção de calor. Muitas espécies de cobras podem ser reconhecidas pelo seu colorido característico, mas existem variações entre indivíduos da mesma espécie. Estas variações podem ocorrer ao longo da vida, de modo que a coloração dos adultos é diferente daquela dos jovens. Algumas destas variações não estão relacionadas à idade, sendo devidas a diferenças individuais nos padrões de desenho ou na quantidade de pigmentos. Albinismo e melanismo são extremos destas variações, tratando-se de ausência e excesso do pigmento melanina, respectivamente. Sentidos As cobras enxergam mal, apesar de o olho em geral ser bem evidente, com pálpebras soldadas e transparentes. A maioria das espécies percebe movimentos, mas não se sabe se as serpentes percebem cores. A visão tem função importante para as serpentes arborícolas, cujo ambiente requer noção de profundidade para a orientação e o deslocamento do animal. A audição é rudimentar -as cobras não apresentam tímpano nem ouvido externo. Assim, captam os sons através da mandíbula e uma série de outros ossos do crânio transmite estas vibrações sonoras ao ouvido interno. O olfato bem desenvolvido é o principal sentido usado na exploração do ambiente, permitindo a localização de presas, predadores e parceiros para acasalamento. Para "sentir cheiros", a serpente expõe sua língua bifurcada e capta moléculas do ambiente, analisando-as no órgão vômero-nasal. Situado no palato (céu da boca), esse receptor também é chamado de órgão de Jacobson. A fosseta loreal é uma abertura entre o olho e a narina, presente em todos os viperídeos americanos (jararacas, cascavéis e surucucus). As fossetas permitem a percepção de variações mínimas de temperaturas, da ordem de 0,003°C. Estes sensores térmicos são importantes para detectar animais (presas, predadores) nas proximidades da serpente. Encontradas entre as escamas labiais de alguns boídeos, as fossetas labiais também são sensíveis a variações de temperatura. Classificação O fóssil mais antigo de serpente, Dinilysia patagonica, é conhecido do Cretáceo da Argentina, datando de 95 milhões de anos atrás. Entretanto, as serpentes podem ter se originado antes, no Jurássico, há cerca de 140 milhões de anos, a partir de répteis com hábito subterrâneo. As cobras atuais podem ser agrupadas em 18 famílias. Alguns desses grupos são representados por poucas espécies e ocorrem em regiões restritas do planeta. As serpentes da Serra do Mar estão distribuídas em seis famílias. Anomalepididae - Porte pequeno, escamas arredondados, cauda curta, olhos pequenos e cobertos por uma escama. Inclui Liotyphlops (invasora na Mata Atlântica). Boidae - Porte médio a grande, escamas pequenas na cabeça, esporões próximos à cloaca (vestígios de patas), dentição áglifa. Inclui Boa e Corallus. Tropidophiidae - Semelhantes aos boídeos, porte pequeno. Inclui Tropidophis. Colubridae - Muito diversificada em porte e aspecto, placas na cabeça, dentição áglifa ou opistóglifa. Inclui a maioria das espécies apresentadas neste guia. Elapidae - Semelhantes aos colubrídeos, menos diversificada em porte e aspecto, dentição proteróglifa. Inclui Micrurus. Viperidae - Porte variado, escamas pequenas na cabeça, dentição solenóglifa. Todas as espécies desta família nas Américas têm fosseta loreal. Inclui Bothrops e Lachesis, além de Crotalus (invasora na Mata Atlântica). Uso do Hábitat Algumas espécies de cobras ficam ativas principalmente durante o dia ou à noite, ou ainda indistintamente nos dois períodos. Sua atividade ocorre para a busca de alimento, de parceiros para acasalamento, de locais para desovar (ou parir), ou para controle da temperatura corporal. Ao contrário Anomalepididae Leptotyphlopidae Typhlopidae Anomochilidae Anilüdae Cylindrophüdae Uropeltidae Loxocemidae Xenopeltidae Boidae Phytonidae Bolyerüdae Tropidophüdae Acrochordidae Viperidae Atractaspididae Colubridae Elapidae. |